11 de mai de 2011

Blogagem coletiva : As marcas do amor: Na pele, na vida.

Então ela nasceu e a partir daquele momento eu soube que nunca mais a minha vida seria a mesma.
Nos primeiros dias eu fazia de tudo pra controlar o choro. Os medos e as dúvidas me rondavam , o aperto no peito incomodava e me deixava sem ar, na minha cabeça passava um filme da minha vida e ao mesmo tempo eu não conseguia explicar que sentimento era aquele que me vinha ao olhar, pensar e amamentar aquela coisinha linda e gordinha que estava o tempo todo por perto...só sabia de uma coisa : eu a amava como jamais imaginei que existisse um amor daquela maneira.
O tempo foi passando, aquele amor só foi aumentando, as dúvidas foram amenizando, os medos continuam por aqui, o aperto no peito aparece algumas vezes, mas o melhor foi saber o quanto eu amadureci nesses quatro meses de vida dela, eu hoje posso dizer que sou uma MULHER!  
Não só porque hoje eu tenho um marido, uma casa e uma filha pra cuidar, mas é porque hoje eu me sinto completa e realizada (e olha que ainda nem terminei a facul) . Hoje eu me sinto capaz de encarar o mundo quando for preciso, de brigar por aquilo que eu acredito!
As marcas desse amor está estampado em meu rosto, na minha pele, nos meus olhos sempre radiante, nos meus gestos, na maneira que me comporto, na minha alimentação, nas minhas decisões principalmente. Nada vai ser como antes, mesmo que eu venha a curtir uma noitada não vai ser a mesma coisa, talvez eu dance, eu cante e até tome uma breja ; Mas não será como antes, tudo porque agora quando ao chegar em casa ela estará lá me esperando... podem passar 10, 30 ou 50 anos, mas eu sei que durante todo esse tempo nem que seja só para dar um abraço demorado ela precisará de mim e eu estarei ali pra isso!
As marcas na vida tratam-se de tudo que eu escrevi aí em cima, mas com uma pitada exagerada de sensibilidade e a vontade de dar um colo, uma ajuda e um carinho aquelas crianças que assistimos na tv sendo maltratadas pelos próprios pais ou por qualquer monstro , diga-se : pessoa, aquelas do sinal, ou em qualquer outro lugar que estejam sofrendo... deve ser o tal do instinto maternal que as pessoas tanto falam, ele me acompanhará para sempre, junto com aquela frase que vem do meu coração e o deixa bem apreensivo : "e se fosse com o meu filho"  é aí que vem a louca da compaixão de que tanto falavam e que antes de ser mãe eu achava que conhecia, mas estava errada... agora eu sei o que é isso!
As marcas na pele até que significam é claro, mas não chegam a encomodar, estou bem com o meu corpo, emagreci até mais que achava necessário (como amo os meus queridos e novos 47 kg), as estrias estão por aqui, um bushinho meio saliente também... mas paciência nem tudo são flores, eu sou mãe, minha barriga esticou 9 meses, eu engordei 15 kg e não é de uma hora pra outra que isso desaparece, leva tempo sim, e eu acho que dei sorte de voltar ao meu corpo rapidamente, então pra que reclamar? 
O importante é poder desfilar com uma filha linda, saudável e um homem apaixonado ao meu lado...Se tem um ou outra estria, falha ou flacidez por aí, só me resta enfiar na minha cabeça que não existe mulher linda e maravilhosa quando acaba de parir! (Agora eu também aderi o tal do pé no chão aoiueieioue)
E finalizo com uma música que eu canto o tempo todo pra ela, pra minha vidinha linda :
Desde que você chegou o meu coração se abriu, hoje sinto mais calor e não sinto nem mais frio. O que olhos não vêm o coração pressente , mesmo na saudade você não está ausente 


Ps: amo blogagem coletiva *-*

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